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P: Minha avó foi diagnosticada
como tendo Demência Senil há mais ou menos 10 anos. Primeiramente, ela
começou a esquecer acontecimentos recentes. Como foi sempre uma pessoa
hipocondríaca, terminou na mesa de cirurgia de um renomado cirurgião carioca
para tratar do Trigêmio, cujos distúrbios sempre a incomodavam (e até hoje
controlados por Carbamazepina (Tegretol). Após a morte do marido há cinco
anos, começou a esquecer nome de pessoas próximas, deixar torneiras abertas...
e logo a seguir, um problema de articular o nome do objeto com a fala. Hoje ela
não fala mais, perdeu a noção de higiene corporal, anda muito pela casa o dia
inteiro. Ela não fica sentada ou deitada mais de cinco minutos durante o dia.
Tarefas como dar a descarga no banheiro é algo que ela não entende. Por outro
lado, fica agitada próximo ao horário do banho (para ela é de manhã, podendo
ser até ao meio dia) e das refeições. Acredito que essa Demência possa ser
Alzheimer. O que vc acha? A medicação que ela toma além da Carbamazepina, é
o Vicog e Pentoxilina (Trental).
R: Esse quadro clínico é
bastante compatível com Alzheimer sim. Mas veja bem, ainda que seja uma Demência Vascular, o tratamento é praticamente o mesmo. Esses medicamentos que
ela usa não são os mais usados. Acredito que o médico dela tem seus motivos
para medicá-la dessa forma, mas porque vc não pede para ele tentar os mais
modernos (Ebix, Exelon, Reminyl, Eranz) ? Claro que se ela tiver uma Neuralgia
do Trigêmio, o Tegretol é importantíssimo.
Tenho dois irmãos
com Demência Fronto Temporal e Afasia Primária Progressiva. Será que existe
algum medicamento que retarde o avanço da doença? Um irmão, médico,
manifestou a doença aos 50 anos. Hoje está com 56, afásico, paralisado e
demente. Minha irmã, começou aos 56 anos e hoje tem 59, mas ainda reconhece as
pessoas, está afásica, não lê e não escreve, mas consegue andar
relativamente bem e se alimentar sozinha. Ela não consegue entender as coisas
quando se fala com ela. Será que existe algo a ser feito para que a doença
seja retardada? Alguns profissionais disseram que não há nada a fazer. Recorro
à Sra, pois não se pode perder as esperanças. Qualquer ajuda será de grande
valia. Obrigada pela atenção,
A ciência ainda
está à procura de medicamentos neuroprotetores e terapia gênica. Mas
certamente ainda não perdemos as esperanças. Dra. Paula Nunes
Minha mãe tem a Doença de
Alzheimer, as vezes ela me deixa cansada e sem fôlego, mas é gratificante, pois quando ela sente que estou nervosa ela sempre acha uma forma de conforta, acaricia meu
cabelo, pega na minha mão, passa a mão no meu rosto e isso é o que me acalma. Quando
quero falar sempre conto para ela o meu dia, casos de escola, ela já não falar, mas percebo que quando paro ela que ouvir
mais. Para dormir tenho que deitar ao seu lado e segurar sua mão, a me esqueci eu e meu filho de 2 anos, ele sempre da beijos em seu rosto e ela morde ele com a gengiva como ela sempre fazia com
a gente quando ela era normal. Recebo o apoio do meu marido e dos meus dois filhos, me ajudam com os travesseiros para encostá-la, pegando paninhos para limpar sua boca, com a
água para molhar os lábios dela. E na hora da dieta, me auxiliam falam que estão ajudando. Para mim acho que não tem problema, mas tem irmãos que não ajudam que falam que isso pode prejudicar no futuro o
psicológico de meus filhos. Converso com eles falando que a vovó era muito boazinha e que agora usa fralda e precisa de ajuda porque virou um bebê grande porém tem muita
idade. Foi a primeira vez que entrei no site e gostaria de dizer que foi
ótimo li depoimento que são meu dia a dia a 7 anos que passo por isso, e cada face da doença é uma
difícil adaptação para nós cuidadores, sofremos muito, mas temos que encontramos força e continuarmos a nossa vida. Agora minha mãe tem uma gastrotomia para se alimentar e evitar pneumonia por aspiração, foi
difícil aceitar essa fase e está sendo complicado pois estudo e as vezes me atraso na faculdade por causa da dieta dela.
Não gosto de reclamar da vida e nem gosto de ficar comentando que minha mãe é doente, tenho a sensação de que as pessoas acham que nos familiares queremos que tenham dó de nosso sofrimento de cuidadores, na realidade somos
guerreiros por conseguirmos cuidar de nós de outra pessoa querida. Gostaria mais uma vez elogiar o trabalho de vocês. E para os cuidadores dessas pessoas desejar força, garra,
perseverança, não desanime, depois de um dia vem o outro e eles dependem de nós para sobreviver, lembrem ninguém pede para dar trabalho a alguém, mas pais sempre cuidam bem de filhos, para que um dia possamos cuidar bem deles.
Meu sogro teve o diagnóstico
de Alzheimer há 4 anos com 60 anos e a evolução está sendo muito rápida. Meu
marido sempre teve um comportamento parecido com o pai (sistemático, rígido,
extremamente obediente às regras) e o neurologista disse para ele que teria de
tomar cuidado pois ele, por parecer com o pai, estaria predisposto a ter a doença. Meu
marido tem 29 anos. Estamos um pouco preocupados. Existe algum
tratamento preventivo, nesse caso?
Não e nem é necessário, não
se preocupe. A genética não é tão determinante. Mas não custa nada manter
vida saudável, colesterol e triglicérides baixos, pressão normal e beber só
socialmente.
É normal que uma pessoa de 19
anos tenha problemas de memória recente? o que pode ser isso ?
Na tua idade ? As causas mais
(caso vc seja um garoto comportado que não se droga nem bebe demais) são
cansaço, pouco sono, stress, depressão e DDA ou TDAH.
Meu pai teve vários estados de
confusão mental e internamos ele, fez tomografia, depois disso, consultamos um
neurologista e ele diagnosticou Alzheimer, começamos a dar medicação pra ele,
mas ele está cada vez mais fechado em si mesmo, quer passar o dia todo no
quarto, quer que estejamos do lado dele todo tempo está dependente, tem medo, quando urina passa vários minutos passando papel higiênico no
pênis, se fizer cocô, fica limpando várias vezes o ânus e às vezes só limpa mesmo sem ter
feito nada, não consegue dormir direito, acorda várias vezes na noite, o médico
já passou remédio mas até agora ele continua sem dormir bem, às vezes chama
palavrão, agride a gente, não aceita a pessoa que contratamos pra cuidar dele,
gostaria de saber se isso é só Alzheimer ou se tem outras coisas como
psicose também.
É muito comum o Alzheimer ter
períodos de psicose e/ou confusão mental. A tratamento é dirigido ao
Alzheimer mas também aos sintomas que estiverem presentes em cada fase da
doença.
Está tomando Exelon e
Wellbutrin. Que tipo de terapia seria aconselhável para tentar reverter o
quadro de falta de memória?
Memória não se trata com
terapia, se trata com medicação específica e exercícios tipo memória, palavras
cruzadas, fazer contas, leituras, etc. Tratamentos, existem inúmeros: Ebix,
Memantina, Eranz, Donezepila, Reminyl, Remynil, Galantamina, Exelon,
Rivastigmina, Gingko Biloba, , Aricept, Cognex, Tacrinal. Nootropil (Piracetam),
Vitamina E (Ephynal), Hydergine, Trental (Pentoxifilina) e Reposição Hormonal
quase não se usa mais.
... minha mãe tem 69
anos; e há mais ou menos 05 anos percebi (quando ela estava uma temporada lá
em casa) que ela vivia se esquecendo; esquecia até quem tinha telefonado
minutos antes; e por causa desses brancos seguidos levei á neurologista; Geriatra
e todos diziam que a saúde dela era muito boa; só tinha em
probleminha de ordem emocional e tudo ficaria bem. (Tomava Gingko Biloba; e muita
água de Melissa). Coisas da Idade. Mas eu percebia que ela andava muito devagar;
com grande dificuldade para caminhar rápido; e continuava se esquecendo
principalmente o que havíamos combinado pela manhã; quando era meio dia ela
não lembrava mais; até que um dia; ela que sempre foi uma mulher de fazer tudo
em casa; grandes almoços não consegue fazer um feijão; (a panela estourou);
concluímos que ela esqueceu de como se usava a panela de pressão; ainda bem
que não se machucou; mas o feijão não deu para comer; ela não estava
conseguindo fazer as coisas que antes ela fazia muito bem, não conseguia fazer
direito; também se perdia na rua em que morávamos, não com freqüência; mas
se perdia...ficava cansada por qualquer passeio que fizesse; O primeiro médico
que levei suspeitou de cara de Alzheimer; baixou ela para fazer exames; (ela
teve pneumonia - enquanto estava internada) e concluiu Alzheimer; medicando com
vitaminas C; Gingko Biloba e EXELON. Minha irmã que hoje cuida dela; não
aceita o diagnóstico e levou a outros médicos e eles dizem que pode ser
Alzheimer, mas ela está sendo tratada com FLUOXETINA; SEDARGIM E ERANZ; dizem que o
problema dela é uma depressão fulminante; que é muito cedo para se concluir
que é Alzheimer.- Um dos medicamentos que ela está tomando era para Parkinson;
(pois ela tremem pouquinho as mãos e está ficando com a mão fechada. Afinal, ela tem Parkinson ou
Alzheimer, na minha cabeça por tudo que eu leio sobre a
doença ela tem Alzheimer.
Nada impede uma pessoa de ter
ambos. Eu trataria os 2 quadros simultaneamente.
Tenho um amigo que sua mãe
sofre dessa doença, hoje ele está com 38 anos de idade e já está com
sintomas desta doença, quero saber se tem algum tratamento para ajudá-lo, eu
já sei que não tem cura, mas pelo menos tardar mais ou diminuí-la sei lá.
Por favor Dr. me ajude.
Seu amigo de 38 anos certamente
não está com sintomas de Alzheimer.
Minha mãe tem 77 anos e ficou viúva
há quase 1 ano, depois de 52 anos de casamento. Teve sintomas de depressão
depois da morte do meu pai e esporadicamente tem crises de choro. Há 2 meses
começou a ter dificuldades para se vestir (coloca às vezes uma roupa sobre a
outra), tomar banho, escovar os dentes, etc... Foi feita uma tomografia que
resultou nas conclusões: Arteriosclerose; Doença vascular da substância
branca; Dilatação ventricular; Alargamento de cisternas e sulcos.
Vcs estão vendo ? Depressão
tardia pode ser prenúncio de distúrbio de memória.
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