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DOC , TOC, Distúrbio ou Transtorno Obsessivo Compulsivo, Cleptomania, Sexo Compulsivo, Compras Compulsivas, Tricotilomania, Tourette, etc. O tratamento da Tricotilomania é sempre longo. Dificilmente a melhora começa nos primeiros 2 meses de tratamento. É muito comum as portadoras desistirem no meio do tratatamento

Eu arranco meus cílios e passo no lábio:  Tricotilomania

Página 1 P 2 P 3 P 4 P 5 P 6 P 7 P 8  P 9  P 10  P 11 P 12  P 13   Perguntas e Respostas

 

 

 

Já escrevi para o seu site dando um depoimento sobre minha doença, que sofro desde criança mas que perdi o controle aos 17 anos, após me casar e entrar em depressão profunda (mas sem nunca dizer a ninguém, sempre sozinha). Faço tratamento psicoterápico, já obtive melhoras, recaídas, mas estou tentando, já esperei demais, por vergonha, medo, fé de que conseguiria resolver meu problema sozinha, mas sem sucesso, claro. Tenho 2 perguntas a fazer: Uma diz respeito ao meu tratamento psicoterápico. Já tomei Fluoxetina, Sulpan, Clordiazepóxido. Parei com o tratamento porque minha médica parou de atender pelo plano de saúde e eu não queria expor meu problema a outro, não confiava. Até que esse ano resolvi procurar outro médico que me prescreveu Fluoxetina + Clordiazepóxido, mas me dava sono demais. Depois me passou Nortriptilina, que alterou totalmente meus reflexos e coordenação, onde não conseguia estacionar, nem preencher cheques, além de provocar queda de cabelo.Hoje comecei o tratamento com Alprazolam e espero que obtenha sucesso, mas gostaria que pudesse me orientar se esses medicamentos são eficazes realmente e se a dosagem é correta. Minha outra pergunta diz respeito ao crescimento dos fios. Desde outubro de 2001 uso Minoxidil na área mais calva pra ver se acelera o crescimento capilar, mas até agora os resultados são mínimos. As outras áreas o cabelo cresce, mas no alto da cabeça, que foi mais "castigada" o crescimento é praticamente nulo. É conhecido algum tratamento eficaz para o crescimento dos fios, pois em minha cidade parece que os médicos ficam constrangidos quando toco no assunto e me passam xampus fortificantes que nunca resolveram meu problema. O Minoxidil 2% fui eu que pedi ao médico após ler uma matéria dizendo que era o único conhecido capaz de fazer o cabelo crescer. Se puder me ajudar e responder essas perguntas, eu agradeço muito. Gostei muito quando descobri seu site buscando a palavra Tricotilomania , foi muito importante pra mim e acredito que pra todos que desabafam e se informam através dele. Um abraço.

Tenho 28 e sofro a Tricotilomania  desde os 13 anos de idade. De lá pra cá minha vida foi horrível, posso assim dizer, e não quero me estender nos detalhes. Mas o pior mesmo foi a incompreensão das pessoas, sobretudo da família. Como ninguém ainda tinha conhecimento sobre o caso, a culpada da situação era eu, meus pais contavam isso para todo mundo na minha frente para ver se eu me envergonhava e parava. Todos meus outros parentes me humilharam por isso. Eu nunca admitia isso na frente de nenhum amigo, sempre dizia que tive quedas de cabelo, nunca tinha a coragem de dizer e tinha medo da rejeição das pessoas. Mesmo porque eu já me sentia rejeitada e diferente de todas as pessoas. Nunca então arranjava namorado. De vez em quando alguma pessoa me achava bonita, mas e mesma não achava. Comecei a fazer mega hair nos cabelos, até o dia que estavam tão danificados que a raiz não suportou mais a cola e eu tive de usar peruca. Comecei a lidar melhor com meus sentimentos, passei a não mais me inferiorizar, mas mesmo assim ainda arrancava cabelos e estava quase careca. Eu queria parar, me vigiava, tentava controlar e parar mas não conseguia. Até que um dia eu vi na tv um artigo que falava sobre tiques e, dentre eles, a Tricotilomania  e suas formas de tratamento. Procurei um médico neurologista, ele me prescreveu os medicamentos devidos que agora estou usando. Eu sei que o ideal seria uma terapia com um psicólogo para reforçar o tratamento, mas no momento não disponho de recursos. Procuro conversar com profissionais da área, ler muitos sites sobre a Tricotilomania  e o DOC. Mas tem apenas 20 dias que iniciei o tratamento. Ontem o médico me elogiou e disse que eu estava já com uma sensível melhora, e deu continuidade às doses dos medicamentos prescritos. Hoje não me culpo mais por nada, nem me considero diferente das pessoas nem inferior a elas. Sou uma pessoa que como todas as outras, tem o direito de ser amada e feliz. Estou aberta a ajudar e a trocar idéias quem quiser falar sobre o assunto.

Oi Pessoal! Eu tenho 19 anos e comecei a arrancar os cabelos com 12. Eu me mudei muito de cidades e até de país devido ao trabalho de meu pai. Tudo começou exatamente ao me mudar para os Estados Unidos. Como todos que sofrem disso, escondi de toda a minha família, com muita vergonha do que fazia. Mas o problema começou a ficar aparente. Além de todas as dificuldades que se enfrenta com uma mudança radical de vida, a Tricotilomania me impediu de ser o que eu era antes. Tive muita dificuldade de fazer amizades, o que antes seria impossível de acreditar que algum dia poderia acontecer. Eu era muito extrovertida e tinha uma paixão por teatro gigante. Com o passar dos anos, sofri um processo de introversão e, principalmente, introspecção e não me envolvi com outras pessoas da maneira que eu fazia. Até me afastei do teatro. Felizmente, durante esse tempo, descobri pessoas que me amam de verdade, novas amizades até, que não se preocupavam se eu tinha algum problema ou qual era ele. Mais do que a humilhação, aprendi muito com todos aqueles (poucos) que souberam lidar com sentimentos, deixando de lado ridículos valores como a estética, a superficial beleza, delineadora de pontos de partida para relacionamentos de qualquer espécie. Os meus outros amigos, mesmo longe, continuaram lá me ajudando como podiam. Infelizmente, nenhuma dessas pessoas soube do real problema, e acham até hoje que eu sofro de queda de cabelo causada pela minha depressão. Uso um aplique nos cabelos que torna o problema imperceptível há 4 anos. Percebi que havia me acomodado ao entrar novamente em depressão e perceber que não estava resolvendo nada, apenas mascarando o que poderia durar anos. A Tricotilomania era o grande segredo da minha vida. Como todos vocês sabem, provoca muitos sofrimentos, tristezas, insegurança. Mas podemos usá-la como um ensinamento também. Garanto que somos pessoas melhores depois desse "mal".Somos mais sensíveis e compreendemos mais as coisas bizarras do mundo. Pelo menos comigo, esse problema se juntou a minha constante indagação sobre a vida (amo filosofia) e cheguei a conclusões interessantes, sem assustar-me como acontece com outras pessoas. É bem verdade que tb constatamos que existem pessoas totalmente superficiais, dentro do sistema, cujos valores invertidos nos menosprezam. Podemos ser maior do que eles. Podemos pensar em nós mesmos! Gente, o mais difícil desse distúrbio é afirmar a alguém que vc gosta que comete esse " crime". Contei para um amigo meu, que estava colocando cartas de tarô para mim, sobre tudo pela primeira vez na vida há mais ou menos três meses atrás. Surpreendentemente, foi tudo bem mais fácil do que eu imaginava, apesar de toda a agonia que consiste o ato de contar. A reação das pessoas, por mais que a gente ache que será o fim do mundo, nunca nos machucará tanto. Isto é, se forem pessoas amigas. Logo depois contei para o meu namorado e ele está me dando a maior força. Ele me ensinou que nós, que temos Tricotilomania, que criamos esse universo de medo e complexidade sobre o assunto. Afinal, na maioria dos casos, guardamos conosco durante muito tempo e a tendência do medo é só aumentar. A mente acaba transformando todo um universo cuja simplicidade poderia ter nos ajudado há muito tempo. Sei que sentimentos regem nossa vida, mas não tenham medo! Contem a um ser amigo. Procurem ajuda! A gente pode combater esse distúrbio. As preocupações vazias do mundo são menores que nós, e portanto, não faz sentido elas vencerem nossa vontade de cura. Torço para todos vocês!

Oi pessoal, nunca esperei um dia estar escrevendo aqui o meu depoimento. Sofri como vocês todos. Passei uma adolescência horrível por causa da Tricotilomania. Hoje tenho 36 anos sou feliz e realizada, consegui vencer esta doença que me atormentava desde os 13 anos. Procurei um Psiquiatra que me deu apenas medicamentos, com ele não me abri de verdade, não contei da vergonha humilhação que sentia a tanto tempo. Nunca contei sobre esta doença a ninguém, me disfarçava bem, na adolescência sofri bem mais, os colegas riam de mim (vocês sabem como é). Sou espírita e acredito que tudo um dia terá uma explicação, não acredito que essa doença seja meramente material, tem um fundo espiritual. Mas creiam que um dia terá fim. Para minha felicidade consegui driblar a doença da seguinte maneira: um dia criei coragem e procurei uma terapeuta que fazia regressão, como nunca falei deste problema abertamente com ninguém, foi muito difícil arrancar tudo que sentia dentro de mim. Mas criei muita coragem e contei tudo a ela, minha voz não saia quase me sufoquei, mas fui em frente e com isso parece que tirou de dentro de mim 85% desses sintomas que vocês sabem como são. Hoje consigo me controlar bem, sou casada tenho duas filhas e a Tricotilomania não me impediu de ser feliz, pois merecemos tudo bom e Deus nos ama muito e nos quer felizes. Não estou totalmente curada mas a vontade de comer as raízes dos fios de cabelos nunca mais voltou, me sinto forte para resistir aos impulsos. Sinto que depois da conversa com a terapeuta eu tirei um peso que carregava há tantos anos, não consegui fazer uma regressão pois logo mudei de cidade e não deu tempo. Eu conversei com ela apenas 2 horas e uma vez só. Tenho certeza que se tivesse tido mais tempo estaria totalmente curada. Não tenho mais falhas nos cabelos e me sinto normal. Gostaria que vocês soubessem disso, quem sabe poderia ajudá-los com esse depoimento. Espero que consigam dominar esse transtorno como eu consegui. Não reparem eu nunca escrevi nada na Internet, minha filha de 17 anos é quem usa. Cheguei até este site procurando o assunto pela palavra Tricotilomania, e para minha surpresa encontrei esses depoimentos. Eu que pensei ser a única no mundo. Para todos, muita força e coragem vocês também irão superar esse problema.

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