Depressões, surtos psicóticos e ataques de pânico alteram a estrutura cerebral em termos químicos (neurotransmissão), microscópicos (neurônios, dendritos e axônios) e estruturais (volume de certas estruturas cerebrais). Provavelmente essa é a explicação para o que se sabe há décadas: quanto mais cedo se trata depressão, ansiedade, pânico, stress, DDA, psicose, cefaléia, etc., melhor.
Atenção: vale para quase todas as patologias da Neuropsiquiatria: quanto mais cedo se trata uma fase depressiva, ou um surto psicótico, uma cefaléia, um DOC, um ataque de Pânico, etc., melhor. Depois que o cérebro "aprende" a produzir esses sintomas, é cada vez mais fácil para ele produzi-los. Ou seja, crises, "quanto mais tem mais tem e quanto menos tem menos tem". Portanto deixe seus preconceitos de lado e procure tratamento.

Dr Rubens Pitliuk

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Tratamento de Doença de Alzheimer, Atrofia Cerebral, Corpos de Lewy's, Demência, Arteriosclerose

Perguntas sobre Mal de Alzheimer, Perda de Memória, Arteriosclerose, Redução Volumétrica, Atrofia Cerebral, Demência  

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Todas as perguntas respondidas Dr. Rubens Pitliuk, a não ser quando outro autor é citado.

 

 

 

P: Em que período do tratamento da Demência de Alzheimer é indicado a Cintilografia perfusão cerebral?

R: Para tratamento ? Nenhuma, porque isso é um exame e não um tratamento. Raramente se pede, e mais nas fases iniciais, nos casos em que há muita dúvida diagnóstica.

P: eu venho sofrendo muito ultimamente com o comportamento que minha sogra te comigo, há mais ou menos uns 4 meses pra cá, ela vem me acusando de roubar, objetos, papéis que diz ser documentos, pó de café, diz também que eu fiz cópia das chaves dela para entrar quando ela não esta. Enfim coisas sem sentido e que eu jamais faria. Ela já tentou chamar a polícia meu esposo filho dela impediu. Ela e evangélica e diz que eu estou endemoniada, ela e muito esquecida, e vive repetindo as mesmas perguntas fala o mesmo assunto o dia todo, diz que não tem parentes e que ninguém gosta e nem entende ela e também e diabética. Eu quero ajuda o que eu devo fazer? Sera que ela pode estar com problemas de saúde, como por exemplo Alzheimer!

R: Vc não informou a idade dela, mas essa persecutoriedade que aparece pela primeira vez em idade avançada pode sim ser um começo de Doença de Alzheimer. Leve ela a um neurologista ou num psiquiatra com experiência em Alzheimer.

P: Minha mãe sempre teve um quadro depressivo que nunca foi tratado, sempre foi uma pessoa muito nervosa, sempre com mania de limpeza, há 4 anos atrás começou aparecer um quadro de esquecimento, a princípio normal , logo após notamos que ela estava muito calada, ela nos disse que não conseguia falar, ela não consegue formar uma frase, só faz perguntas e responde o perguntamos e as vezes repete a pergunta, perdeu a noção de higiene, não sabe mais limpar a casa, pois começa arrumar um cômodo deixa pela metade o que esta fazendo limpar outro e assim se repete a situação, não sabe cozinhar como antigamente, mexe no lixo com muita freqüência, não consegue ver um lixo com papel ou alguma sujeira, não gosta mais de comprar nada pra não gastar o dinheiro, anda o dia todo pela casa, as vezes parece que ela esta lúcida, e outros que esta em outro mundo. Só gosta de assistir televisão. Levei ao medico , fizemos tomografia, falaram que é depressão, ficou internada 1 mês em uma clínica dia, e a psiquiatra também não consegui diagnosticar, disse que está indo pro lado da demência, não sei mais o que pensar, ela esta com uma consulta marcada pra outro médico psiquiatra. Gostaria de saber sua opinião.

R: Você não informou a idade dela.

P: : Minha mãe tem 74 anos. Aos 30,tentou suicídio e nunca mais ficou boa. Atualmente faz tratamento segundo a médica tem demência ,toma Neuleptil. Mas o que está nos incomodando e sua mania de puxar linha do vestido, e pior come-las...Antes alguns anos atrás ela rasgava toda sua roupa. Melhorou, mas agora fica puxando linha e repete sempre a mesma coisa. (TA,TA,TA,TA,TATATA....)Será que é mesmo demência? ou Alzheimer? O que podemos fazer para ajuda-la? Ah, fica o dia todo só deitada...Mas o que mais nos preocupa e a mania de comer linha.

R: Parece ser uma demência sim, entre elas o Alzheimer. Procure um especialista.

P: Meu avó tem 65 anos e a dois anos atrás ele apresentou um comportamento estranho. Ele achava que minha avó tinha outra pessoa, ficou obsessivo, desconfiava até de quem passava em frente de casa. A partir disso não permitiu que ela saísse sem ele, nem com os filhos. Isso aconteceu nas férias e ele não aceitou tratamento médico, passava as noites sem dormir, acusando ela de que não queria mais ficar com ele. Por causa disso, os filhos e netos se afastaram e esse comportamento só mudou quando as férias escolares terminaram e os netos voltaram a encher a casa e solicitar bastante atenção dele. Chegamos a pensar que fosse depressão ou carência de alguma substância, devido a idade, mas ele não aceitou tratamento. Agora, quando todos entram em férias, no final de dezembro, todos têm medo que as crises se repitam. Nas férias seguintes, quando a casa ficou mais vazia, a crise não se repetiu, mas notamos que ele fica muito pensativo, quieto, às vezes desconfiado. Seria depressão? Depois da primeira crise ele nunca mais foi o mesmo, alterna períodos de bom humor e períodos de isolamento. Outro aspecto importante, ele não possui bom relacionamento com seus irmãos, e como moram em outros estados não conseguem se aproximar, dificultando uma reconciliação, E ao mesmo tempo em que apresenta revolta com a família, sentimos que sente mágoa por não ser procurado por eles. A depressão causada pelas festas de final de ano e as mágoas com a família poderia desencadear esse comportamento? Pode uma pessoa depressiva estar com mania de perseguição ou achar que todos podem estar contra ele? Ou seria alguma doença diferente devido a idade e a falta de reposição de substâncias?

Nessa idade, tratem os sintomas que ele estiver apresentando, mas também investiguem Alzheimer.

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P: Boa noite, há cerca de um ano meu pai recebeu o diagnóstico de Alzheimer, na época, fez diversos exames de imagem, como ressonância, tomografia e SPECT e todos apresentaram um alargamento de sulcos. Hoje, depois de um ano de tratamento, na convivência com os familiares, ele apresenta um quadro de esquecimento e confusão mais acentuados que à época dos primeiros sintomas. No entanto, ele se submeteu agora a uma nova ressonância para avaliação da evolução da doença, e o presente exame nos surpreendeu, uma vez que o laudo não constatou o alargamento de sulcos outrora achado e concluiu que o mesmo se encontra dentro dos padrões da normalidade. A minha dúvida é se isso seria possível. Clinicamente, ele se encontra cada vez mais esquecido e confuso, apesar do exame de imagem ter afirmado que ele se encontra normal. Nesse caso, não haveria uma contradição entre a clínica do paciente e o resultado do exame? A ressonância feita há um ano foi realizada em uma clínica e o de agora em outra, ambas idôneas e confiáveis. Diante de tal contradição, seria aconselhável repetirmos o exame, ou isso é comum em um paciente acometido por Alzheimer?

R: Por aí você vê como a clínica (sinais e sintomas) é mais importante do que os exames de laboratório. Porque um laudo deu isso e outro deu aquilo, quem pode responder é o Radiologista. Mas para vocês e seu pai, o que importa é que se ele tem sintomas de Alzheimer, ele deve ser tratado como Alzheimer.

P: Eu não sei se estou repetindo a minha pergunta, mas gostaria de saber se 2 anos antes da doença de Alzheimer ser dignosticada o paciente já pode manifestar sintomas dessa doença, tais como alterações de humor, desconfiança e um pouco de agressividade e dificuldades motoras como um escrita mais lenta principalmente em um momento de grande stress emocional?

R: Sofia, conforme a idade, pode sim. Em pessoas mais velhas a primeira depressão ou primeira psicose pode ser um início de Alzheimer.

P: meu marido tem 71 anos , piloto agrícola, ha 2 meses vem perdendo a memória imediata, em alguns aspectos melhorou já lembra senha do banco, mas em outros esta piorando, esta perdendo alguns interesses , tipo ir ver as netas, não esquece das pessoas, mas do locais, esquece de tomar banho, não se importa de ficar so, pois trabalho o dia todo, quando chego ou esta dormindo ou vendo TV, os neurologistas e geriatras acham que é depressão está tomando Fluoxetina, tem pressão alta controla com Diovam, eu estou preocupada acho que não e so depressão, ele gosta de ir tomar cerveja com os amigos, mas já não vai a sauna o que ate então ele adorava, vai so quando eu o lembro o que faço? pois os medicos avaliam como depressão mas ele esta perdendo os objetivos, os sonhos, assiste o mesmo filme várias vezes, achando que e a primeira vez. por favor me orientem

R: Procure urgente um neurologista ou um psiquiatra que tenha experiência em Distúrbios de Memória. Se houver um problema de memória, é muito importante comecar a tratar o mais rápido possível. Ainda mais que existe a possibilidade dele lidar com agrotóxicos.

P: Cheguei até o site através de uma pesquisa que estava fazendo, estou procurando um grupo de apoio para a doença de Alzheimer. Tenho 18 anos e cuido da minha avó, atualmente com 86, desde os meus 11 anos de idade, juntamente com a minha mãe. Infelizmente, essa doença nos destroi pouco a pouco, diminui nossos sentimentos, sonhos, sorrisos, alegrias, pois cada vez que olho para a minha avó e a vejo tão inativa, tão distante deste mundo, dos familiares, do nosso cotidiano, isso me corroi, gostaria de tê - la comigo, em todos os momentos, poder conversar com ela, sem que ela esqueça o que falei. Não reclamo por ter que cuidar dela, mas às vezes preciso desabafar com alguém, e como não posso e nem quero falar com a minha mãe para não deixa - la deprimida, estou a procura de um grupo de apoio online, onde eu possa escrever e compartilhar meus pensamentos e sofrimentos com outras pessoas. Tem momentos em que me sinto destruída vendo minha mãe presa dentro de casa com a minha avó, minha avó sem ter culpa de absolutamente nada e eu tendo que trabalhar, estudar, sem poder ficar ao lado delas o tempo todo. Minha mãe tem 45 anos, é professora, mas atualmente esta tentando se readaptar, pois esta com um problema sério na coluna, e também tem que cuidar da minha avó. Minha avó tem mais três filhas, elas ajudam no que podem, mas acho que poderiam fazer algo mais, sem contar que atualmente, por esse motivo, tem ocorrido muitas brigas na família, o que nos deixam mais corroídas ainda. As pessoas se afastam, tem medo, não tem paciência em responder toda hora a mesma coisa. Gostaria de um consolo, um apoio, não sofro por mim, mas sim por ver minha mãe se isolar no mundo da minha avó. Eu as amo!!!

R: Justamente por esse esgotamento que ocorre entre os cuidadores de pacientes/familiares com Alzheimer que é muito importante que o médico ou algum profissional (por exemplo um psicólogo) de confiança dele façam reuniões periódicas com os familiares para tentar orientar e aparar as arestas que vão surgindo durante o cuidado.

P: Oi, meu nome é Kátia e há pouco tempo descobrir através de tomografia Computadorizada que minha mãe tem Atrofia cerebral, sua fala já esta bastante comprometida e também seus movimentos e memória, eu quero saber para efeito de aposentadoria se Atrofia cerebral é considerada uma deficiência ou é conseqüência de uma outra doença e se a mesma aposenta, pois eu já pedi sua aposentadoria junto ao INSS e o médico da perícia negou justificando que somente tem direito ao benefício social pessoas portadoras de deficiência seja ela mental ou física.

R: não sei os critérios necessários para aposentadoria. Mas clinicamente falando, Atrofia cerebral é um achado de exame que pode ou não ter correspondência clínica. Em termos de necessidade de tratamento, o que vale á a manifestação clínica e não laboratorial.

P: Meu pai tem 80 anos e fez um Eletroencefalograma e o resultado foi: diminuição volumétrica dos hemisférios cerebrais. O que significa isso?

R: Maria Augusta, se ele sofre de problemas de memória, essa diminuição de volume (Atrofia cerebral) pode ser a causa. Se ele não sofre de falhas de memória, esse exame não quer dizer nada. Mas de qualquer forma você deve ter se enganado com o nome do exame: a Tomografia Computadorizada de Crânio e a Ressonância Magnética que mostram esse resultado.

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