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P: Olá desde a minha infância
eu crio personagens em um mundo paralelo, já tentei parar mais nunca consegui,
tenho 19 anos e a 7 "vivo" em dois mundos, o real e um imaginário, não
sei mais o que fazer, não sei se é esquizofrenia pois tenho noção de que não
são reais, mas tenho apego a eles não consigo me livrar disso. Além disso
pratico automutilação e skin picking.
R: Olha, Esquizofrenia é muito
difícil. Agora, Transtorno Borderline, é mais possível. Procure um psiquiatra
aí em S. E leia sobre Borderline aqui no site.
P: Minha esposa teve um abuso de um tio que
tocou nas partes intimas dela quando era criança. Nunca falou a fundo sobre
isso. Meus pais estiveram aqui em casa e minha filha esta dizendo que meu pai
tocou no bumbum dela. Falando com minha filha senti que a conversa tinha sido
induzida pela mãe. Será que minha esposa esta vendo fantasmas devido a experiência
dela com esse tipo de abuso?
R: É possível sim. Muitíssimo cuidado com
acusações de abuso sexual. As conseqüências são catastróficas para todo
mundo, especialmente para os inocentes.
P: Eu devia ter uns 5 anos,
quando morava no Rio de Janeiro, eu não tinha pai, minha mãe nunca ligou para
essas coisas. Havia uma moça que trabalhava na minha casa, já era senhora e um
fim de semana ela levou eu e meu irmão 2 anos mais novo que eu pra casa dela,
ela morava numa roça, e tinha um filho novo, uns 18 anos por aí. Eu me lembro
que ele brincava de pega pega comigo e com as outras crianças e naquelas
brincadeiras de esconde-esconde ele sempre ia pra um lugar escuro comigo, ficava
atrás de mim, colocava o dedo.. eu achava que aquilo era normal, na verdade eu
nem sei explicar o que eu pensava... Eu só sei que eu não sei mais o que
fazer, eu vivo uma vida boa, minha mãe tenta me dar de tudo mas sinceramente,
quando eu fico sozinha, eu lembro de tudo e de quando eu ainda morava com meu
pai, ele me batia tanto, eu to sofrendo muito, ninguém sabe disso! O que eu
devo fazer? eu preciso de ajuda, mas ninguém pode saber, por favor me responde
quem quer que seja que estava lendo isso, eu não sei o que posso fazer. Eu não
sou louca.
R: Procure uma Psicoterapia.
Vai ajudar muito a melhorar tua qualidade de vida.
P: Todo Borderline se corta ou
é suicida? É possível ter todas as características e não se cortar e mesmo
assim ser borderline?
R: Nem toda Borderline é
suicida e nem se corta.
P: Pergunta: tenho depressão
profunda e há 7anos faço tratamento com psicanalista/psiquiatra, e abandonei várias
vezes. Minha maior dificuldade em tratar é minha vida sexual: não consigo
sentir prazer e nem me entregar à relação. Aos 7 anos eu era abusada pelo tio
de minha amiga e fui agredida fisicamente pelo meu 1º parceiro na minha 1ª
vez, mas nunca contei para meus pais. Bebo bastante e uso maconha para melhorar
o desempenho sexual, mas gozar de fato eu não consigo. O que devo fazer? Devo
conversar isso com a ginecologista?
R: Essa é uma situação
freqüente em quem sofreu abuso sexual na infância: relacionamento com parceiro
abusivo (esse primeiro que te agrediu), álcool, drogas, interesse sexual e ao
mesmo tempo dificuldade de ter orgasmo. Provavelmente a ginecologista não pode
ajudar muito, a não ser que você tenha Testosterona muito baixa. O mais
provável é que a psicanálise com o tempo te ajude. Eventualmente com algumas
sessões de terapia de casal, caso você tenha parceiro fixo.
P: Olá, aos 8 anos comecei a
ser molestada sexualmente pelo meu avô. Aos 9 anos tinha 24 kg, pois o nojo que
sentia me impedia de comer. Algum tempo depois descobri os calmantes, que me
ajudaram um pouco, mas os pesadelos e o nojo, a dor, continuaram. Sinto-me
sufocada e não sei o que fazer. Hoje, algum tempo depois não consigo me
relacionar com ninguém, não confio, pois quando precisei ninguém me ajudou.
R: Bom dia, certamente você se
sentirá muito melhor se fizer uma psicoterapia com algum psicoterapeuta que
tenha experiência em seqüelas de abuso sexual.
P: Fui abusada sexualmente
durante muitos anos pelo meu irmão, não me lembro a partir de que idade, mas se
estendeu durante muitos anos. E a minha irmã mais velha também era abusada pelo
meu irmão mais velho. Contávamos para nossa mãe e ela não acreditava falava que
estávamos inventando. Eu não tenho raiva nem mágoa dele, mas sinto nojo quando o
vejo. Hoje sou casada estou grávida e sou muito feliz com meu marido. So
gostaria de saber se um dia da para esquecer isso ou não?
R: Esquecer não dá, nem é
possível, mas um Psicoterapia pode ajudar muito a acabar com as seqüelas.
P: Gostaria em primeiro lugar
dizer que este site me ajudou a perceber alguns problemas em minha personalidade
que sofria e não entendia, parabéns! me identifiquei muito com os sintomas de
BORDELINE, APNÉIA DO SONO E DDA, queria saber do DR. Rubens se realmente essas
doenças podem ter relações entre si, já que tenho muitas variações de
humor principalmente na TPM, me canso muito fácil das coisas, não consigo me
concentrar por muito tempo,mas nunca imaginei que pudesse estar
doente,ultimamente tenho tido muito problemas familiares e fico o dia todo
brigando com eles em meus pensamento,ah também sonho muito com algumas
coisa,quando consigo parece que não tem graça. Muitas vezes fico misturada
entre religião e tomar decisões na vida.
Me ajude, me diga qual médico devo procurar, DEUS O ABENÇOE!
R: Não têm relação, ou seja
vc pode ter as três mas uma não causa a outra. Trate a Apnéia do Sono com um
Pneumologista e o DDA e o Borderline com um Psiquiatra.
P: Sofri abuso sexual na
infância pelo namorado de minha mãe aos quatro anos de idade, sempre sofri
muito com esse fantasma, mas ao contar para minha mãe aos 21 anos, percebi q
isso parou um pouco mais de me atormentar, até pq acreditava q ela era conivente
com a situação.
Hoje estou noiva e me casarei em abril, tenho um filho de 4 anos com outra
pessoa e me vejo uma pessoa extremamente carente, qualquer coisa é motivo de
briga, quero q a todo momento meu noivo demonstre o quanto me ama e isso acaba sendo
um problema incontrolável de minha parte, se ele esta pensativo ou
introspectivo já acho q ele não me ama ou tem outra pessoa. Tem momentos que
estou super bem, tanto q no trabalho sou referencial de "pessoa de bem com
a vida", mas em outros momentos de repente me torno depressiva e penso
muito em morrer. Tenho muita dificuldade com as emoções, choro com qualquer
coisa e me irrito muito facilmente.
Quase não tenho amigos, pq me torno muito amiga de alguém em função de uma
proximidade (faculdade, trabalho, etc) e depois me afasto, na minha família quase participo de encontros.
Sou psicóloga ha 3 anos, atuo na área organizacional e me sinto incapaz de
exercer minha profissão em outra área e me vejo travada ao buscar coisas
diferentes.
Já fiz terapia algumas vezes, mas sempre acho q as psicoterapeutas não são tão
éticas e eficazes e acabo desistindo e voltando ao tratamento, na ultima vez
que estava em tratamento fui a um psiquiatra q pois a psicoterapeuta me disse q
eu era depressiva e ele me receitou (Cymbalta e Frontal), mas tomei por dois
meses e desisti até pq era final de ano quis beber, além de querer muito
engravidar e achar q o medicamento pode trazer algum dano ao bebe.
Bem, ao contar um pouquinho de minha história, tenho uma grande duvida, tudo o
que relatei me faz crer que tenho transtorno de personalidade borderline, mas não
me vejo querendo me auto-mutilar, por outro lado também sou compulsiva quanto a
compras e sexo.
Será que apesar de não apresentar este sintoma, posso sugerir a psicóloga e ao
psiquiatra que tenho este transtorno?
R: Oi D., você tem sim uma série de
comportamentos que podem estar
relacionados ao abuso sexual quando você era criança: angústia de
separação, oscilações de humor entre estar ótima e logo em seguida pensar
em morrer, dificuldade de controle das emoções, sexo e compras compulsivos.
Claro que nem todas as mulheres com esses sintomas foram abusadas sexualmente
por parente quando eram crianças, mas já que o abuso sexual aconteceu, ele
deveria fazer parte do conjunto de dados importantes para o teu tratamento.
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