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Olá, tenho 20anos e sofro de
Tricotilomania! Comecei a arrancar os cabelos aos 18anos quando me preparava para o
vestibular! No entanto sofro de um transtorno obsessivo compulsivo que não sei o
nome, sei apenas q não consigo parar de unir as sílabas das palavras que leio e de algumas que
ouço (acho que sofro deste transtorno desde os 8anos),penso que esse transtorno desencadeou a
Tricotilomania (se é que isso é possível). Procurei ajuda, no entanto não me dei com a
Psicóloga...e parei o tratamento na terceira semana! Faz 2semanas que não arranco meus cabelos mas tenho medo porque sei que voltarei a arrancá-los e não quero ficar sem cabelo de
novo, pois é muito constrangedor! Eu sofro muito porque algumas pessoas da minha família fazem piada com isso e me sinto
mal! Sei que preciso me tratar mas tenho medo de parar o tratamento outra vez! Fiquei
muito feliz ao descobrir este site, pois não me sinto muito a vontade para falar sobre este assunto com as pessoas que
conheço! Obrigada!!!
Olá pessoal, acabei de me inscrever nesse
grupo e já faz uns dois meses que tenho pesquisado sobre a
Tricotilomania.
Eu sofro desde os 5 anos de idade, mas na época a minha mãe e o
farmacêutico que me tratou pensavam que eu perdia os cabelos devido a uma
micose (duas ou três falhas arredondadas no alto da cabeça), pois em casa
eu tinha um cachorrinho e ele também estava perdendo os pêlos. Eu lembro
que eu mexia muito com os meus cabelos e tenho uma leve lembrança de que eu
arrancava-os também, mas eu era muito pequena e não tenho certeza. Quanto
ao meu cachorro, eu não tenho nenhuma lembrança de ter arrancado os pêlos
dele, mas me lembro que eu cuidava dele com carinho. Eu me lembro que na
época meu pai a não morava com a minha mãe e que eu tinha um
"namorado" que vinha sempre no armazém dela. Ele era adulto e na
verdade, gostava de mim e me dava carinho, me pegava no colo e dizia que era
meu namorado, e eu acreditava. Depois ele desapareceu. Segundo a minha mãe,
ele infartou jovem, mas isso eu so perguntei depois de grande. Eu lembro que
eu penteava os cabelos e fazia penteado esperando que ele viesse fazer
compras. Eu fazia coquinhos. Quando ele desapareceu me fez bastante falta e
eu ficava esperando ele.
Tive uma infância e uma adolescência muito ansiosa. Minha mãe sempre foi
depressiva e exigia muito de mim e de meus irmãos, sobretudo para ajudar
nos serviços de casa, nunca se satisfazia com o que nos fazíamos. Além de
nos bater gritava e rateava o dia todo. Além disso meus pais passaram por
longos problemas de separação até hoje ainda não resolvidos.
Na adolescência o problema voltou. Eu me lembro que na época o meu corpo
não se desenvolvia como o das minhas amigas da minha idade e que eu sofria
muito medo de não crescer, não ter mamas e outras bobices típicas da
adolescência. Por causa disso eu chorava quase todos os dias e me olhava no
espelho pra ver se eu estava crescendo... sem me dar conta, comecei a
arrancar os cílios e a sobrancelha.
Algum tempo depois parei e comecei a arrancar os cabelos do alto da cabeça.
Esse distúrbio já me atrapalhou muito e atrapalha ainda lingüisticamente.
Tenho dificuldade para ler em voz alta, para me concentrar e demoro bastante
tempo para fazer um trabalho escrito bem feito. Para fazer prova da minha
inteligência, sempre fiz muito esforço e so agora descobri que esse
problema esta ligado à Tricotilomania. Me formei em letras e fiz
pos-graduação. Meus colegas e professores sabiam que eu tinha algo de
errado, mas tenho certeza que sempre pensaram que o meu problema era so a
inibição, mas na verdade a inibição vinha a tona quando eu sentia
dificuldade para me exprimir. A Tricotilomania me atrapalhou, mas não
destruiu meu intelecto. Quando eu estava na faculdade, procurei uma
Psicóloga, mas ela não descobriu meu problema, tão desconhecido ha algum
tempo atrás.
Eu sou muito forte e determinada, mas ainda não consegui parar. Eu consigo
viver uma vida social normal, pois uso de meios para esconder a
Tricotilomania: como arrancar os pelos de onde posso esconder. Ha anos que
não arranco nem os cílios nem as sobrancelhas. Os meus pêlos pubianos já
estão normais, mas o problema é que tenho uma "rodelinha" no
alto da cabeça, quase imperceptível, pois uso o cabelo penteado de lado;
onde não consigo parar de por a mão. Eu cuido quando esta muito ralo,
espero crescer e recomeço sem poder me controlar. Outra coisa que faço é
coçar a cabeça devagarinho e de mastigar a caspa da cabeça ao invés de
mastigar a raiz, sem arrancar o cabelo. Também já faz mais de 3 anos que
não engulo mais as raízes, cuspo depois de mastigá-las.
Hoje tenho 31 anos e minha família e alguns amigos já sabem. Eu não me
escondo, mesmo descabelada faço um penteado maluco e saio, vou ver meus
amigos e tudo. As vezes tenho vontade de ficar em casa, mas num certo
domingo, me deixei de castigo dizendo para mim mesma "se eu não parar
com isso, vou me castigar e ficar em casa", mas nessa mesma tarde tive
uma crise e arranquei muitos cabelos. E tive um pesadelo horrível, sonhei
que eu estava careca e com a cabeça toda inchada. Senti dor na cabeça e na
ponta dos dedos e uma culpa horrível. Depois disso passei a me expor
normalmente e percebo que algumas pessoas são solidárias. Quando alguém
me desdenha eu ignoro, pois de qualquer forma, mesmo com toda perfeição,
não se pode agradar a todo mundo. Eu não me escondo mas também não
declaro a todo mundo que eu Tricotilomania.
Essa mania já me causa uma leve depressão, danifica meus cabelos,
atrapalha o meu dia-dia, meu trabalho, por isso decidi que vou procurar
ajuda psiquiátrica. E uma pena que eu demorei tanto tempo para me aceitar,
para me compreender e sobretudo para descobrir que essa mania é caso
psiquiátrico.
Com o tempo aprendi à me estressar menos e à fazer coisas que não me
estressam. Aprendi à me aceitar, a me amar e hoje me dedico às coisas que
me dão mais prazer e sobretudo às coisas que tenho mais facilidade de
fazer. Não me preocupo com o que os outros falam de mim, pois os que gostam
de mim não se afastam. Desde pequena tenho gosto pela pintura, pelo
desenho, então voltei a desenhar... Já não me preocupo com minha
carreira, mesmo tendo acabado de me formar, por enquanto vou abrir mão de
me ingressar no ensino para cuidar do meu corpo e da minha mente. Eu sempre
fui muito amorosa, uma pessoa que se preocupa com todos, de bom coração e
então agora me questiono por que eu não cuido bem de mim também.
Ha 6 anos, saí de casa amigavelmente embora muitos conflitos com a minha
mãe, para fazer mestrado no exterior. No dia da minha defesa quase tive que
por um chapéu, bati o meu record. Já terminei meus estudos, muito embora
estou retardando o doutorado para terminar bem zen e com cabelos, e... vou
me casar. Estou muito feliz com o meu futuro de esposa, de mulher (com
cabelos), de mãe ....
Eu lido com esse problema com muito humor e tento não me estressar com ele,
pois quanto mais eu fico ansiosa, pior é. Eu sou feliz e a única coisa que
não me cai bem, é essa mania que não me da nenhum prazer.
Lendo alguns depoimentos tomei
coragem de escrever para tentar desabafar com vcs minha angústia que para minha
surpresa inclui a SP. Sofro de Tricotilomania desde os 11 anos (hoje estou com
35), já tomei todos os medicamentos possíveis e imaginários, psicólogos,
psicoterapeutas, análises, enfim, tentei de tudo e até hoje não consigo me
livrar desse mal. Mudei de cidade, vendi o carro, montei um lindo apto, empresa
nova, cargo gerencial, tudo novo. Há 1 mês atrás durante uma reunião um
tanto quanto humilhante e ameaçadora fui exposta e execrada por um gerente por
causa de fofoca, ouvi tudo calada, encolhendo cada vez mais na cadeira, me
sentindo um nada, o choro entalado na garganta, segurei até o final do dia pois
afinal sou uma profissional! Chego em casa e triplico a dosagem de medicamento,
e olha que são 3!!!! Sertralina, Topamax e Rivotril...chorei que nem uma louca
e durante 1 semana fiquei sem comer, sem tomar banho, do mesmo jeito que chegava
do trabalho deitava com a mesma roupa no corpo e acordava no outro dia e ia
trabalhar, totalmente apática, sem falar, com medo de atravessar a rua, de
falar com as pessoas com medo de ser recriminada, não conseguia entrar dentro
do ônibus, até que tive um colapso no trabalho achando que fosse infartar ou
ter algo parecido, comecei a chorar compulsivamente e voltei na Psiquiatra que
me afastou por 15 dias. Fiquei na casa dos meus pais que estão apavorados com a
situação, mas sinto que não foi suficiente. Ontem quando voltei para meu
apto, a sensação voltou a tona e a angústia e o vazio tomaram conta e da-lhe
dosagem extra de medicamento pra ver se da pra dormir e esquecer dos
problemas...e hoje to aqui no trabalho só Deus sabe como.
oi meu nome e MARCOS e faz uns 6 anos q eu arranco cabelos e
como, gostaria de receber esclarecimentos como posso me tratar, pois ando muito ansioso e muito nervoso e as vezes chego a ficar horas tirando
cabelos, e quando estou bem chego a ficar dias sem arrancar cabelos por favor me ajudem obrigado MARCOS
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